fca Ferrovia Centro-Atlântica

Sobre a FCA

História

A malha operada pela Ferrovia Centro Atlântica (FCA) é originária da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). Incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND), por meio do Decreto n° 473/92, a RFFSA transferiu suas malhas para a iniciativa privada por um período de 30 anos, prorrogáveis por mais 30.

A FCA obteve a concessão da Malha Centro-Leste da RFFSA em leilão realizado em junho de 1996. Em agosto do mesmo ano, a outorga da concessão foi efetivada por Decreto Presidencial e, em 1° de setembro iniciamos a operação dos serviços públicos de transporte ferroviário de cargas.

Nossa malha originou-se da fusão de três superintendências

  • SR2, com sede em Belo Horizonte, originária da Viação Férrea Centro-Oeste e parte da Estrada de Ferro Central do Brasil;
  • SR8, com sede em Campos e originária da antiga Estrada de Ferro Leopoldina;
  • SR7, com sede em Salvador e originária da antiga Viação Férrea Federal Leste Brasileiro.

O Consórcio Tacumã, que arrematou a concessão da Malha Centro-Leste, era composto por oito empresas, cada uma com 12,5% de participação, sendo uma delas a Mineração Tacumã Ltda, empresa controlada pela Vale.

Logo após a obtenção da concessão, no período entre 1997 e 2003, nossos investimentos médios anuais atingiram US$ 46 milhões em uma tentativa de recuperar as condições operacionais dos ativos da empresa¹ , que sofreu com a queda drástica de investimento nos anos que antecederam o leilão (de US$ 83 milhões de investimento médio anual entre 1989-1993 para US$ 5 milhões por ano² entre 1994-1996).

A Era Vale 

Em setembro de 2003, autorizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Vale assumiu o controle acionário da FCA, com 99,9% de ações, fortalecendo nosso processo de gestão e recuperação. Entre 2004 e 2006, a Vale destinou cerca de US$ 488 milhões à FCA, possibilitando a modernização de nossos ativos e da gestão, com resultados imediatos em produtividade e segurança para empregados e comunidades.

Voltada exclusivamente para a operação ferroviária de cargas, passamos a desenvolver nossa logística focada, principalmente, em granéis como a soja, derivados de petróleo e álcool combustível.

Em 2005, consolidamos nosso Sistema de Gestão e, em 2007, estruturamos ações para alcançar o que chamamos de Sonho FCA: ser uma empresa de transporte de cargas granéis enxuta, rentável e geradora de caixa.

O efeito da iniciativa pode ser sentido com o fechamento do ano de 2007, quando, pela primeira, registramos lucro líquido, de R$ 23 milhões. O resultado repetiu-se em 2008 quase três vezes melhor: R$ 57 milhões de lucro líquido, o que representa 144% de crescimento em relação a 2007.

Em janeiro de 2008, impulsionada por todas essas mudanças e pela consolidação de um novo patamar de operação, mais produtivo, seguro e rentável, lançamos nossa nova marca, que traduz o dinamismo do negócio de transporte de cargas.

¹ Valores em dólares correntes. Fonte dos valores em reais: ANTT.
² Valores em dólares correntes divulgados no edital de concessão.

Histórico Ferroviário 

1814
A primeira locomotiva foi apresentada em público em 1814, graças a George Stephenson (1781-1848). As tentativas anteriores foram algo parecido, mas nada práticas. Richard Trevithick, por exemplo, construiu um veículo em 1803, pesando cinco toneladas e que podia desenvolver a velocidade de cinco quilômetros por hora.

1825
Durante a Revolução Industrial houve um aumento do volume da produção de mercadorias e a necessidade de transportá-las com rapidez. Nessa época foi construída a primeira ferrovia do mundo para transporte regular de carga e passageiros. De origem inglesa, a “Locomotion” foi inaugurada em setembro de 1825 e ligava as cidades de Stokton e Darlington. Tinha 60 quilômetros de trilhos e levou 10 anos para ser construída.

1828
Surgem as primeiras iniciativas nacionais relativas à construção de ferrovias, quando o Governo Imperial autorizou por Carta de Lei a construção e a exploração de estradas em geral. O propósito era a interligação das diversas regiões do país.

1852
Irineu Evangelista de Souza (1813-1889), o Barão de Mauá, recebeu, em 1852, concessão do Governo Imperial para construir e explorar uma linha férrea, no Rio de Janeiro, entre o Porto de Estrela (situado ao fundo da Baía da Guanabara) e a localidade de Raiz da Serra, em direção à cidade de Petrópolis.

1854
O Barão de Mauá inaugura a primeira ferrovia do Brasil, ligando a Raiz da Serra de Petrópolis ao Porto Mauá na Baia da Guanabara, Rio de Janeiro.

1877
Ocorre um dos fatos mais importantes na história do desenvolvimento da ferrovia no Brasil: a ligação Rio de Janeiro-São Paulo. No dia 8 de julho de 1877, as duas mais importantes cidades do país foram unidas, quando os trilhos da Estrada de Ferro São Paulo (inaugurada em 1867) interligaram-se aos da Estrada de Ferro D. Pedro II.

1884
A “Baroneza”, utilizada para tracionar a composição que inaugurou a Estrada de Ferro Mauá, foi retirada de circulação após 30 anos de uso. A primeira locomotiva a vapor a circular no Brasil foi transformada, posteriormente, em monumento cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

1922
O sistema ferroviário brasileiro atinge 29 mil quilômetros de extensão, contando com cerca de 2 mil locomotivas a vapor e 30 mil carros e vagões em tráfego.

1930
Entram em operação as primeiras locomotivas elétricas no país.

1939
Entram em operação as primeiras locomotivas a diesel.

1957
O governo federal cria, por meio da lei 3.115 de 16 de março, a Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), unindo 18 estradas de ferro.

1992
A Rede Ferroviária Federal é incluída no plano nacional de desestatização.

1996
A Malha Centro-Leste da Rede Ferroviária Federal é desestatizada, dando origem à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

Referência bibliográfica: História e Imagens da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro

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